O autor

Eu... João Pedro Pereira nasceu no Porto, morou em Santa Maria da Feira e estudou jornalismo em Coimbra. É jornalista do Público, em Lisboa. Está na blogosfera desde Dezembro de 2004, onde vai escrevendo sobre Media e Tecnologia.
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Comentários

A opinião dos leitores:
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::: renato: Pois eu também entrei nesse proesso de recrutamento, mas fiquei pela 1ª entrevista telefonica. »

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De volta aos sites pegajosos?

21 Junho 2007

Um dos conceitos da era Web 1.0 é o de “stickiness”.

Entre as boas práticas de quem lançava e geria sites no final da década de 90, estavam técnicas para manter os visitantes agarrados às páginas e para fazer com que estes voltassem recorrentemente.

Entretanto, com a chegada da Web 2.0, a “stickiness” foi suplantada pelo seu oposto: a distribuição de conteúdos em vários suportes e serviços; ou seja, de “sticky sites” evoluiu-se para “syndicated content”.

Pois bem, eis que o conceito de “stickiness” volta a estar na boca de alguns analistas.

Num artigo no Read/Write Web (já com alguns dias), defende-se que o Yahoo! (uma companhia da Web 1.0 e que em muitos aspectos age como tal) tem, para sobreviver na “era Google”, de encontrar formas para manter os utilizadores nos seus serviços:

According to Compete, the stickiest site on the web - the one that demands most of our attention - is MySpace, followed by Yahoo! and eBay. Google is actually 5th.

(…)

Why is attention important? Because the more time you have to interact with users, the more chance you have to gather information about them. The more information you have about them, the more useful and personalized you can make your service and the better you can target advertising and capture a users’ ecommerce spending.

O argumento é simples: “stickiness” implica tempo dispendido pelo utilizador, o que significa, por seu lado, mais tempo para a empresa recolher informação e oferecer conteúdo personalizado.

A questão coloca-se numa altura em que o Yahoo! anda a tentar encontrar novo rumo: o abandono do CEO Terry Semel, os rumores de negócio com o My Space de Rupert Murdoch, declarações que remetem a busca para segundo plano

Por outro lado, Jeff Jarvis, num texto muito interessante, apresenta outra (e mais arriscada) abordagem:

I’d open up Yahoo as a platform for people to export instead. I would turn absolutely every — every — piece of Yahoo into a widget any of us could export and use on our own sites. I’d take all the functionality there and enable people to enrich their own sites, to build on top of it.

Desta feita, o argumento é: se os utilizadores não vão ao Yahoo!, o Yahoo! vai até aos utilizadores.

A proposta de Jarvis é demasiado ousada e vejo mais facilmente o Yahoo! a (continuar a) enveredar mais por uma série de serviços e funcionalidades que o tornem num “portal pegajoso” - é, simplesmente, uma estratégia com que a empresa, dada a sua história, provavelmente se sentirá mais à vontade. Mas não é necessariamente uma estratégia de sucesso.

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