O autor

Eu... João Pedro Pereira nasceu no Porto, morou em Santa Maria da Feira e estudou jornalismo em Coimbra. É jornalista do Público, em Lisboa. Está na blogosfera desde Dezembro de 2004, onde vai escrevendo sobre Media e Tecnologia.
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Second Life adere ao open source

8 Janeiro 2007

Abraçar o inevitável - foi assim que a Linden Lab, responsável pelo Second Life, definiu a decisão de tornar livre o programa necessário para se aceder ao mundo virtual:

Releasing the source now is our next invitation to the world to help build this global space for communication, business, and entertainment. We are eager to work with the community and businesses to further our vision of our space.

Sem dúvida, um passo importante para que o Second Life possa “explodir”. Estão reunidas mais condições para acontecer com o SL o mesmo que aconteceu com a Web; esta não teria as dimensões actuais se Tim Berners-Lee não tivesse permitido que qualquer pessoa a usasse livremente e com ela criasse todo o tipo de serviços e aplicações.

Visto no Webreakstuff

7 Comentários [comente]

  1. O que se tornou livre foi o viewer e não a plataforma.

    Comentário por vd — Janeiro 8, 2007 @ 5:36 pm

  2. a versão liente do Second Life tornou-se free, não o mundo, pois isto ja seria impossivel, neste ultimo comentario, o rapaz está sendo claro, o sl nao eh free, o cliente sim.

    Comentário por driver epin — Janeiro 8, 2007 @ 6:05 pm

  3. Dadas as críticas de excessivo tecnicismo que recebi recentemente da parte de alguns leitores, decidi, ao escrever este post, substituir a expressão “cliente” por “programa necessário para se aceder ao mundo virtual”.

    Corrigi o título.

    Comentário por João Pedro Pereira — Janeiro 8, 2007 @ 6:55 pm

  4. […] via [Engrenagem] […]

    Pingback por Second Life - O cliente tornou-se Open Source - NaWeb2 — Janeiro 8, 2007 @ 7:19 pm

  5. Na minha opinião, não se trata de excessivo tecnicismo. Uma das coisas que me atravseeou o pensamento quando li a notícia é como é que podiam libertar o código do SL e impedir que o pessoal começasse a arranjar maneiras de gerar dinheiro dentro do SL. É bom não esquecer que o SL tem um sistema monetário com correspondência para o mundo real!

    Comentário por Samuel Martins — Janeiro 8, 2007 @ 7:29 pm

  6. Dificilmente é um tecnicismo quando se trata de alguém cujo domínio é homelinux ;)

    Agora mais a sério, apercebi-me que escrever para uma audiência mais ou menos bipartida com é a do Engrenagem (entre os mais “tecno-entusiastas” e os mais “jornalismo-entusiastas”) pode ser complicado. E tento, por isso, evitar demasiado jargão técnico.

    De resto, não me parece que substituir “cliente” pela expressão que usei possa ser enganador e suscitar dúvidas na leitura do texto.

    Quanto ao título, já dei o braço a torcer.

    Comentário por João Pedro Pereira — Janeiro 8, 2007 @ 7:50 pm

  7. Há alguma coisa de fundamentalmente errado quando vejo tanta gente — mesmo gente habituada ao meio do software open source — a achar que agora se pode criar (ou roubar) dinheiro através do Second Life apenas por se ter acesso ao código do viewer

    Ou o facto do Mozilla ser open source implica que algum dia destes irá aparecer uma versão do Mozilla capaz de “gerar dinheiro” num sistema de homebanking ou no MBNet? :)

    Enfim, penso que nós portugueses nos deveríamos libertar da paranóia americana e das teorias da conspiração que eles inventam porque basicamente têm medo que o céu lhes caia sobre a cabeça, como o Asterix e o Obelix :) Sejamos razoáveis. O mundo não vai acabar.

    Escusado será dar o exemplo de que praticamente todo o mundo não-Microsoft corre sobre software open source (a começar pela própria Apple, e escuso de mencionar o que é feito pelo Linux nos dias que correm…), e digamos que não é justamente por causa disso que estes sistemas são mais robustos, mais seguros, mais tolerantes a falhas, menos susceptíveis a ataques e tentativas de ataques, e assim por diante… como se não o soubessem :) Estou a pregar o padre nosso ao vigário…

    O objectivo da Linden Lab foi de conseguir, num dia apenas, quadruplicar ou mais a sua base de programadores, sem aumentar os seus custos internos. A maior parte destes “programadores voluntários” irá acrescentar nova funcionalidade e corrigir aqueles bugs chatos que ninguém tem paciência para corrigir. Claro que haverão engraçadinhos que irão descobrir tentativas “divertidas” de rebentar com a grid. Mas… esses já existem há N tempo, e não foi preciso o viewer tornar-se open source para isso! Aliás, o mesmo argumento poderia ter sido feito logo em 2003: qualquer plataforma que seja programável pelos utilizadores pode conduzir a falhas de segurança introduzidas pelos próprios utilizadores :) (que é o que de facto acontece!) Mas isso não impediu que a Linden Lab construísse um produto que efectivamente permitisse correr programas lá dentro.

    Talvez alguns de nós ainda se lembrem dos dias em que apareceu o Java (e pouco depois o Javascript) nos nossos browsers. “Oh não! Agora que podemos correr programas remotamente nos browsers das outras pessoas, o mundo está perdido! É o fim da Web tal como a conhecemos!” Não foi isso que aconteceu, pois não? :) Bom, com certeza que “ganhámos” as pop-ups irritantes de publicidade enganosa… mas… isso foi só para quem usava Internet Explorer ;) Aqueles de entre nós que sempre usaram browsers open source nunca estiveram sujeitos a esse tipo de “irritações” menores…

    Comentário por Gwyneth Llewelyn — Janeiro 9, 2007 @ 11:20 pm