Tem sido apresentado comummente, de forma sobre-simplista, o modelo de negócio típico da Web 2.0 como algo assente na contribuição gratuita dos próprios utilizadores. O raciocínio subjacente é algo do género: “lançamos o site, oferecemos as ferramentas aos utilizadores, fazemos dinheiro com publicidade e, se correr mesmo bem, somos comprados por um qualquer gigante”.
Ao que parece, o modelo também sorri a alguns órgãos de comunicação tradicionais. Depois de ter despedido uma boa parte da redacção, uma estação local de televisão dos EUA quer passar a contar com o público para o material que constituirá a programação noticiosa do canal.
Ora, como aqui se diz, e bem, o conteúdo gerado por utilizadores não é gratuito.
Não entrando sequer nos gastos relacionados com as ferramentas técnicas, muito volume de conteúdos implica um número proporcional de funcionários para o filtrar/editar.
O problema maior, porém, é que ninguém gosta de trabalhar de graça para lucro dos outros; há falhanços de projectos de “citizen jornalism” que o provam. E, mais tarde ou mais cedo, é preciso começar a pagar a por este conteúdo gerado por utilizadores (no caso desta estação televisiva, o pagamento aos “cidadãos-repórteres” ainda está em estudo).
Foi isto que o portal do Netscape fez, ao “comprar” utilizadores do Digg. E é isto que Jason Calcanis, autor da ideia, sugere que o StumbleUpon faça:
If I was CEO of StumbleUpon I would raise $10M and pay the top 250 folks $500 a month for contributing to the system. It would make the system go off the charts.
A propósito da importância do conteúdo dos utilizadores, leia-se The Wizards of Buzz, um longo, mas bem feito, artigo no Wall Street Journal.




