Artigos do Público

Uma selecção de textos publicados no Público

Entrevista: A WikiLeaks foi uma “ameaça existencial” para os media

por João Pedro Pereira

Autor do livro Wiki­Le­aks: News in the networ­ked era, Char­lie Bec­kett argu­menta que o site reti­rou aos jor­na­lis­tas o mono­pó­lio da rela­ção com o poder polí­tico. Mas diz que a orga­ni­za­ção diri­gida por Julian Assange é frá­gil e não tem futuro garan­tido. Ler mais »

Entrevista: Se o jornalismo deixar de ser rentável, há um “cataclismo cívico”

por João Pedro Pereira

Os media man­ti­ve­ram as suas audi­ên­cias na era digi­tal – mas ainda não des­co­bri­ram como podem vol­tar a rentabilizá-las. Se não o con­se­gui­rem fazer, as demo­cra­cias aca­ba­rão por sofrer um “cata­clismo cívico”. E é mesmo pre­ciso que o jor­na­lismo seja um negó­cio lucra­tivo para evi­tar este cená­rio. A pre­vi­são é de Tom Rosens­tiel, direc­tor do Pro­jecto Pew para a Exce­lên­cia no Jor­na­lismo, uma orga­ni­za­ção de estudo dos media com sede em Washing­ton. Ler mais »

Os videojogos são arte e por isso podem ser violentos

por João Pedro Pereira

Por fim, o per­so­na­gem prin­ci­pal cap­tura o homem que assas­si­nou bru­tal­mente a sua mulher e a filha. Numa cena, o assas­sino está preso a uma mesa de tor­tura, depois de lhe ter sido injec­tada uma droga para­li­sante, que o impede de mexer- se, mas não de sen­tir dor. Depois, o pro­ta­go­nista dá-lhe uma injec­ção de adre­na­lina, para que não des­maie. Em seguida, corta-lhe as pál­pe­bras, para que não possa fechar os olhos e seja obri­gado a assis­tir à sua pró­pria tor­tura num espe­lho pen­du­rado no tecto. O assas­sino acaba por ser com­ple­ta­mente mutilado.

Este é o género de cena que cos­tuma exa­cer­bar as vozes que fre­quen­te­mente se erguem con­tra a vio­lên­cia nos vide­o­jo­gos e con­tra o efeito que pro­duz nos joga­do­res, espe­ci­al­mente nos mais novos. Mas, na ver­dade, esta cena não é de um jogo – faz parte do filme Um Cida­dão Exem­plar, que esteve no ano pas­sado nas salas de cinema e foi clas­si­fi­cado como sendo para mai­o­res de 16 anos. Ler mais »

O ponto G

por João Pedro Pereira

Há muito tempo que o Goo­gle andava à pro­cura disto. Pela pri­meira vez, e após três ten­ta­ti­vas falha­das, a mul­ti­na­ci­o­nal ame­ri­cana parece ter dado um passo firme no campo das redes soci­ais. A 28 de Junho lan­çou o Goo­gle+ (tam­bém cha­mado Goo­gle Plus ou sim­ples­mente G+). O site per­mite comu­ni­car com gru­pos de ami­gos e conhe­ci­dos, par­ti­lhar foto­gra­fias, links e pen­sa­men­tos, comen­tar o que os outros publi­cam e ter um per­fil com dados pes­so­ais. Em mui­tos aspec­tos, é seme­lhante ao Face­book. Ler mais »

A Web vai matar as aplicações?

por João Pedro Pereira

Em Junho, o jor­nal inglês Finan­cial Times pas­sou a pedir aos lei­to­res para dei­xa­rem de usar “ime­di­a­ta­mente” a apli­ca­ção para iPhone e para iPad. A deci­são pode pare­cer estra­nha. Os apa­re­lhos da Apple, que deram ori­gem a uma ava­lan­che de smartpho­nes e tablets de outras mar­cas, fazem bri­lhar os olhos dos patrões dos media, que espe­ram usá-los para ven­der con­teú­dos, em vez de os dis­tri­buí­rem gra­tui­ta­mente na web.

O Finan­cial Times, porém, tinha uma boa razão para que­rer que os uti­li­za­do­res aban­do­nas­sem a apli­ca­ção dis­po­ní­vel na loja da Apple, onde todos os uti­li­za­do­res de iPhone, iPad e iPod Touch (200 milhões de dis­po­si­ti­vos em todo o mundo, um mer­cado gigante) têm de ir para ins­ta­lar legal­mente apli­ca­ções. Ler mais »

O Google quer um mundo em que todos se entendam

por João Pedro Pereira

Um exe­cu­tivo por­tu­guês pega num tele­mó­vel topo de gama para falar com um par­ceiro de negó­cios em França. Ambos car­re­gam num botão no ecrã do apa­re­lho para acti­var a fun­ci­o­na­li­dade de tra­du­ção auto­má­tica. Cada um pode agora falar no con­forto da sua lín­gua mãe: o apa­re­lho faz o reco­nhe­ci­mento de voz de cada um dos lados e uma voz com­pu­to­ri­zada tra­duz o dis­curso, em tempo real.

A tec­no­lo­gia ainda é fic­ção cien­tí­fica. Mas faz parte da visão de futuro do Goo­gle, uma das empre­sas que tem estado a inves­tir mui­tos recur­sos em várias fer­ra­men­tas de tra­du­ção auto­má­tica. Ler mais »