Artigos do Público

Uma selecção de textos publicados no Público

Nesta década aprendemos que podemos partilhar mais do que pensávamos

por João Pedro Pereira

O jovem criador do Facebook, Mark Zuckerberg, criou uma nova forma de sociabilizar (e um negócio multimilionário) ao perceber que estamos dispostos a partilhar muito mais do que julgávamos possível há poucos anos. Porém, o sucesso da rede social mais usada em todo o mundo não é um fenómeno isolado daquilo que se foi passando no resto da Internet ao longo de uma década em que a partilha foi um conceito-chave. Ler mais »

Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público

por João Pedro Pereira

Adepto das novas tecnologias, foi graças a elas que esta entrevista se realizou. Jarvis deslocou-se a Lisboa para uma reunião de trabalho, e escreveu sobre isso no Twitter (um popular serviço de microblogues). Um jornalista do PÚBLICO leu e enviou-lhe um pedido de entrevista.

Jarvis acedeu, e escreveu de imediato no seu Twitter: “O Twitter é espantoso. Um repórter de Lisboa viu que estou aqui e quer falar.” E falámos – sobre o futuro da imprensa, o papel do cidadão-jornalista, a hiperlocalização das notícias e “o que faria o Google”. Ler mais »

A economia paralela do cibercrime

por João Pedro Pereira

Na década de 1970, Alberto Gonzalez fez, como muitos, a travessia entre Cuba e a Florida numa jangada feita à mão. Nos Estados Unidos da América, tornou-se jardineiro, casou, comprou uma casa num subúrbio pobre de Miami, teve filhos. Um deles – um rapaz chamado Albert Gonzalez, numa versão americanizada do nome do pai – foi descrito pelos professores como o aluno mais brilhante das turmas por onde passou. Aos oito anos, numa altura em que a Internet ainda não se massificara, os pais ofereceram-lhe um computador. E, graças a isso, Albert tornou-se um homem rico muito antes de ter feito 30 anos. Ler mais »

José Vítor Malheiros: “O jornalismo piorou com o aparecimento da Internet”

por João Pedro Pereira

Em 1995, a edição impressa do PÚBLICO começou a ser posta todos os dias na Internet. Três anos depois, foram contratadas pessoas para assegurarem um site de actualização noticiosa, arrancando assim o serviço de última hora. Na altura, o jornalismo online dava os primeiros passos e a maioria de pessoas não sabia o que era a Internet.

José Vítor Malheiros lançou o projecto do site do PÚBLICO quando ainda era editor da secção de Ciência e Tecnologia do jornal e dirigiu a página durante mais de uma década. Já fora do jornalismo, não tem dúvidas de que a Internet é uma verdadeira revolução. E argumenta que estamos próximos de um ponto em que, se os jornalistas desaparecessem, ninguém dava por isso. Ler mais »

É a segunda vez que a Wired mata a Web

por João Pedro Pereira

Tem um smarpthone com o qual está sempre ligado à Internet? Está ansioso por comprar um iPad? Então está entre as pessoas que estão a matar a Web. Para os não iniciados, a ideia implica um mergulho a sério no mundo da tecnologia. Respire fundo.

A revista Wired, um ícone do estilo de vida digital e uma leitura obrigatória para quem se diga fã de tecnologia, publicou este mês um longo artigo com um título provocador (particularmente quando publicado numa revista em papel): “A Web está morta. Viva a Internet” (no original, “The Web is dead. Long live the Internet”). É o tipo de ideia que exalta os ânimos da blogosfera, que gera discussões acaloradas, que é glosado em abundância na imprensa especializada – e que, provavelmente, passa completamente ao lado de quem não seja um adepto do tema. Ler mais »